Bolha no pé parece um problema pequeno até aparecer no meio de uma prova ou nos últimos quilômetros de um treino longo. Em treinos curtos dá para aguentar. Com 15 km na perna e uma bolha aberta no dedão, a corrida vira sofrimento. E a maioria das bolhas é completamente evitável.
Bolha é causada por atrito repetido em um ponto específico do pé. O calor gerado pelo movimento cria uma separação entre as camadas da pele, que enche de líquido para proteger o tecido.
Os três fatores que mais contribuem são meia errada, tênis mal ajustado e pé úmido. Qualquer um desses sozinho já é suficiente para criar uma bolha em distâncias longas.
A meia de corrida é a principal proteção contra bolhas. Meia de algodão dobra dentro do tênis durante a corrida. Essa dobra cria pressão localizada, e pressão localizada com atrito repetido vira bolha.
Meia de poliamida fica no lugar, não absorve umidade e mantém o pé seco mesmo depois de uma hora de esforço. A diferença parece pequena nos primeiros quilômetros. Nos últimos, ela é tudo.
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Um tênis com espaço em excesso deixa o pé deslizar dentro do calçado. Esse deslizamento em cada passada cria atrito constante no calcanhar e nas laterais dos dedos. Ajuste o cadarço com firmeza, sem apertar, e verifique se o calcanhar está travado na parte de trás do tênis antes de sair.
Trocar de tênis no dia de treino longo sem ter rodado antes é outro erro frequente. Tênis novo precisa de adaptação. Estrear no dia de prova é garantia de bolha.
Se você já teve bolha no mesmo ponto mais de uma vez, a causa é estrutural. Verifique a meia, o cadarço e se o pé está úmido desde o início do treino. Resolver os três pontos ao mesmo tempo é mais eficiente do que testar um por vez.
Para treinos acima de 10 km, meia de poliamida não é opcional. É equipamento básico.