Toda bolha no pé começa da mesma forma: atrito repetido no mesmo ponto durante quilômetros. O que muda é o que estava entre o pé e o tênis na hora. Na maioria dos casos, o problema não é o tênis. É a meia.
Meia de algodão absorve umidade. Depois de alguns minutos de corrida, ela está encharcada de suor. Meia encharcada perde a estrutura, dobra dentro do tênis e cria pontos de pressão que se transformam em bolha com o impacto repetido.
A meia de corrida de poliamida funciona de forma oposta: drena a umidade para fora, mantém a estrutura durante o treino inteiro e não dobra. O pé fica seco, o contato com o tênis é uniforme e o atrito que gera bolha simplesmente não acontece.
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A composição é o ponto principal. Poliamida com elastano seca durante o uso, ao contrário do algodão que retém umidade. Além disso, a meia de corrida tem costura plana na ponta dos dedos, que elimina a pressão localizada que o algodão com costura elevada cria exatamente onde as bolhas mais aparecem.
Cano também importa. Para corridas longas, meia de cano alto oferece mais proteção no calcanhar e no tornozelo, que são as regiões mais comuns de bolha além dos dedos.
Se você usa meia de algodão e tem bolha com frequência, a troca para poliamida resolve o problema na maioria dos casos. Se já usa meia de poliamida e ainda tem bolha, o problema provavelmente é o ajuste do tênis ou a posição do pé dentro do calçado.
Para treinos acima de 8 km, meia de poliamida não é opcional. É o equipamento mais barato e mais eficiente para proteger o pé de bolha e calo.